livre1Os livros recém-editados “O Mausoléu” de Ruja Lazarova e “O Homem Espiado’’ de Vesselin Branev revelam umas experiências personais, mas também factos marcantes do regime socialista, tal como foi visto por eles. “O Mausoléu” descreve a maneira espicífica como o regime comunista e o Estado esmagam o indivíduo. Os protagonistas do romance » são os que opõem resistência, cujo fogo interno ainda se extinguiu. Um dia rebelam-se, outro ficam resignados. E começam de novo, com acções pequenas, sendo ao mesmo tempo parte do regime.” A escritora Ruja Lazarova pertence àquela geração de búlgaros, que emigram depois de 1989. Ela escolhe a França, e a língua francesa torna-se um instrumento de criação. Antes de “O Mausoléu”, a escritora publica outros três romances. O seu último livro colhe grandes êxitos e ganha grande popularidade nos círculos culturais da França.

livre2“O homem espiado” é um livro do Vesselin Branev, mas também é dos oficiais е agentes da Segurança Pública – “ a gente do crepúsculo”, que faziam denúncias caluniosas contra ele. “Lembranças provocadas de documentos “, é como o próprio autor define a sua obra, é um romance documentário, que aborda não só umas crónicas do comunismo imortal, mas também as experiência de uma pessoa cheia de talento e de sensibilidade, durante os últimos 50 anos. Ele não é um mártir, nem um santo, nem mesmo um dissidente, mas resulta estar no epicentro da vida cultural da nação, o que, por força das circunstâncias, põe-no numa situação de ser objecto de espionagem, assim como vítima das tentativas de o involucar num mundo de suspeitas, traições e conjecturas gerais. Dito em breve, chocamo-nos com as vidas mutiladas, gente não realizada, destinos enganadores.

A exposição “O muro do Berlim e as suas análogos no mundo” de Alexandra Novosseloff e Frank Neisse mostra, através de fotos que hoje, na época da globalização e 20 anos após a queda do Muro do Berlim, continuam a levantar-muros e mais muros, que separam as pessoas. São expostos quadros de Coreia do Norte e do Sul, Chipre, Irlanda do Norte, Saara Occidental, a fronteira entre os Estados Unidos e México, Marrocos, Paquistão e Índia. Uma vez mais vemos que o mundo não é homogéneo. Levantam–se barreiras desunindo os povos que habitam mesmo território. A exposição está patente no Instituto Cultural Francês em Sofia.

transitlandA casa vermelha deu a conhecer o projectoTransitland perante o público de Sofia. Este apresenta um conjunto de artes-video de Europa Central e Sriental que abrange o período entre 1989-2009. É uma realização da Associação “Interspace” (Sofia), o festival “Transmediale” ( Berlim) e o Museu de Arte Contemporânea Ludvigue ( Budapest ). O projecto recolhe um arquivo de cem instalações de vídeo monocanais, criados de 1989 a 2009, reflectindo a época de transição Europa Central e Oriental. Mais informação em www.transitland.eu.

svUm outro evento grandioso, que marca a vida cultural na capital búlgara é o concerto de Sylvie Vartan na sala 1 do Palácio Nacional da Cultura, em 28 de Outubro de 2009. A cantora é criança quando deixou os limites da nossa pátria, junto com a família. Fugindo de “o regime”, eles estabeleceram-se em França. A canção “Mariza” ficou censurada na Bulgaria comunista por muito tempo. “Mariza” exprime a dor pelo facto que “as aves esvoejam sozinhas da terra natal à procura de liberdade, longe, num canto qualquer.”

Valia Ivanova

Tradução : Boryana Angelinova